sexta-feira, 19 de junho de 2009

Realmente faz muito tempo que não escrevo nada no blog! Mas essa semana comecei a ler um blog muito legal (sergioemarilena.blogspot.com), de uma pessoa ótima, que além de me dar muitas informações, me deu uma nova idéia.
Em um de seus posts ela fala do problema de fazer um prato diferente a cada dia, para que o cardápio fique variado e pensando sobre pessoas que eu conheço, acho que é um problema comum. Eu na verdade não tenho esse problema, tenho o inverso. Gosto de inventar tanto que as vezes meu marido quer que eu repita um prato e geralmente não sai exatamente igual.
Uma outra questão que eu notei, é a dificuldade de achar produtos brasileiros de qualidade e/ou a preços acessíveis em outros países. Isso acontece não só fora do Brasil, mas aqui dentro mesmo. O segredo para isso, principalmente quando você vai morar em outro lugar, é não só mudar e abrir sua cabeça para as pessoas, lugares e costumes novos, mas para as comidas novas também.
Sobre o cardápio, acho que as pessoas cometem um erro muito comum. Elas decidem o prato e saem para comprar o que precisam para fazê-lo. Isso pode ocasionar alguns problemas como comprar coisas acima do preço, coisas de qualidade inferior ou mesmo não achar um dos itens e gastar um tempo maior do que o necessário para procurá-lo. Isso precisa ser feito num restaurante, que tem cardápio fechado, mas em casa a coisa é diferente. Para mim a melhor coisa a se fazer seria ir ao supermercado, comprar 3 tipos de carne 5 0u 6 tipos de vegetais (variando entre folhas, caules, raizes e frutos) e manter em casa os alimentos básicos e secos. Aqui em São Paulo estes alimentos seriam arroz, feijão (pode ser mais de um tipo), ovo, farinha de trigo, mandioca e milho, macarrão e eu gosto de ter creme de leite, e algumas latarias (milho, ervilha).
Com essas coisas você pode variar muito e montar um cardápio de tres dias utilizando produtos da estação, fazendo-os coicidir com o gosto da sua família. Claro que fica mais fácil se depois da escolha dos produtos, ainda no supermercado, você conseguisse montar o cardápio mais ou menos na cabeça e já se munir de algum item que faltaria na finalização, mas isso vem com o tempo. O bom dessa minha proposta é que além das vantagens citadas acima, você tem uma direção, os produtos te dão a dica do cardápio, você não precisa inventá-lo do nada!
A questão de culinária fora do seu local de origem já é mais complicada. Exige uma certa pesquisa e facilita muito se você tiver conhecimento das substituições que podem ser feitas dentro das características de cada alimento. Mas isso é um papo muito "científico" então o mais prático é usar a internet para conhecer os pratos comuns a cada local.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Estrogonofe

Estrogonofe ("aportuguesando") é um prato russo, cheio de frescuras!
500g de filet mignon em tiras
1 cálice de conhaque
1 colher de sopa de manteiga
100g de champignon fresco picado em fatias grossas
1 frasco de creme de leite fresco
1 ou 2 colheres de sopa de pure de tomate
noz moscada e sal a gosto.
Frita-se o filet na manteiga. Adiciona-se o pure de tomate (uma colher) e o calice de conhaque e flamba-se. Coloca-se então os champignons, o creme de leite a noz moscada e o sal. Se ficar muito clarinho, pode-se adicionar outra colherada de pure de tomate.
Serve-se com batata palha e arroz.
Mas vamos combinar... se você tem filhos, eles vão adorar o espetáculo pirotécnico, mas provavelmente, vão odiar o gosto que o conhaque deixa. Além do que, quem tem na geladeira sempre um frasco de creme de leite fresco?
Por outro lado, se você tem bifes de algo entre coxão duro e filet mignon e quer fazer alguma coisa mais cremosa e rápida:
Tire a maior parte da gordura e corte em tiras ou cubinhos (para crianças funciona melhor)
Frite na manteiga ou em um pouco de óleo (um pingo mesmo!)
Adicione sal a gosto
Champignons em conserva, palmito (esses dois são mais fáceis de ter sempre na despensa) ou mesmo Champignons frescos picados
Uma ou duas colheres de catchup
Desligue o fogo e coloque uma lata de creme de leite com soro e tudo.
Mexa e está pronto!
Também dá pra fazer com frango (e no lugar do champignon colocar milho), com camarão... e mesmo um vegetariano de shitake com palmito, ou cubos de beringela com champignon.
Esta receita, com os acompanhamentos, dá bem para 4 pessoas.

Arroz

Antes de começar o estrogonofe, deixe o arroz fazendo!
1 copo de arroz (eu prefiro o "Tio João" e a marca é muuuito importante!)
2 colheres de óleo (de milho, canola ou girassol)
2 copos de água
sal, cebola e alho a gosto (dou uma dica das quantidades, mas se não gostar de algum, é só tirar)

Refogue o arroz (sem lavar, nem escolher, pelo amor de Deus! Isso vem escrito até na embalagem do arroz!) no óleo, cebola (eu prefiro a desidratada! Cebola de verdade só para dias especiais.) alho e sal (uma colher de café também está bom! Qualquer coisa dá pra adicionar mais na água). Coloque dois copos de água (eu coloco em temperatura ambiente mesmo e vou explicar no final porque.), diminua um pouco o fogo e tampe a panela deixando um espacinho para escapar o vapor. Quando chegar no final do cozimento (quando já não se ve a água ao destampar a panela) fechar totalmente a tampa e esperar até secar toda a água. Claro que do meio pro final não dá pra ver mais a água. Então para saber se secou totalmente, depois que aparecerem uns buraquinhos no topo do arroz, vire um pouco a panela, se não aparecer mais água é só desligar. O arroz branco fica pronto em uns 20 min e eu gosto de deixar a panela tampada por mais alguns minutos antes de servir.
Minha avó embrulhava a panela num papel de pão e a colocava no forno por mais 20 min! Cada dona de casa, principalmente as mais antigas, darão dicas importantíssimas sem as quais o arroz ficará imprestável. Mas a verdade é que a forma mais simples é ótima, rápida, indolor. Experimentem! Não façam como a mulher recém-casada, que para agradar o marido passou um mes tentando mil modificações na forma de fazer o arroz para que ele ficasse igualzinho ao da mãe dele. Um dia já desgostosa e cansada ela esquece do arroz e queima toda a panela. O marido chega em casa quando ela está prestes a jogar a comida fora e diz: finalmente meu bem! o arroz está como a minha mãezinha faz!
Sobre a água: colocando em temperatura ambiente dá super certo. Há quem deixe a água fervendo. A única ajuda que isso proporciona é a de agilizar o preparo. No entanto isso geralmente dá mais problema do que vantagem. Suja outra panela. Você tem que lembrar de colocar a água pra ferver antes de começar todo o processo. Dependendo do tempo que você esquece a água fervendo pode evaporar um tanto que terminará deixando o arroz duro! Então, meu conselho é o seguinte: se você tem torneira de água quente, faça com ela quente. Se não, faça com ela em temperatura ambiente.

batata

Uma variação fácil e saborosa para acompanhar o estrogonofe, se você não tiver um saco de batata palha na despensa, são batatas no forno.
2 ou 3 batatas
2 colheres de sopa de azeite
sal e alecrim a gosto
Depois de colocar o arroz para fazer, descasque as batatas, unte uma assadeira com um pouco do azeite (um pyrex é até melhor), corte as batatas em rodelas de 1cm (mais ou menos). Salpique sal e alecrim (não muito, no máximo duas folhinhas por pedaço, se não o sabor fica ruim) e cubra com o azeite. Leve ao forno. Vire-as quando a parte de cima estiver dourada e retire quando ao espetar com um garfo elas estejam macias.
Claro que se você tiver muuita disposição pode fazer a batata palha. Mas existe certas coisas na cozinha do dia-a-dia que não valem a pena mesmo! Um saco de batata palha dura uns cinco meses. É o tipo da coisa que vale a pena ter na despensa para animar a refeição da criançada sem ter nenhum trabalho, ao passo que fazer batata palha dá um trabalhão, geralmente fica encharcada de óleo e faz a maior sujeira.